Créditos de imagem: Shorter Oxford Dictionary.

Corrupção no Ministério Público do Trabalho não precisa envolver suborno, troca de valores financeiros ou materiais. Pode ser a deterioração, putrefação, o desvio de função de um organismo operacional, em especial de um órgão público tão bem definido na constituição brasileira como é o ministério público. No melhor dicionário das línguas europeias, o Oxford da foto, 5ª edição de 2002, corrupto é putrefacto, desviado de sua função estatutária – no caso constitucional – deteriorado moralmente. Depravado, perverso, maligno, pútrido. Características de membros do judiciário conhecidas desde a antiguidade, expresso nos quadros de Bosch e nos escritos de Hobbes, assunto abordado no meu livro Fora da casinha, 2ª edição, de 2010.

Como já demonstrei com respeito aos outros MPs em outros artigos nestas seções de História e Política, existe em vários níveis corrupção do Ministério Público do Trabalho, com intenso desvio de função e uso indevido de órgão público, para objetivos distantes de sua função constitucional.

O MP incomoda minha família desde os anos 1960, até com abuso sexual de crianças por membro ainda vivo do Ministério Público Municipal, testemunhado por membro do Ministério Público Estadual e Desembargador. Já documentei e denunciei formalmente várias coletâneas destas barbáries à Comissão de Direitos Humanos da OAB, às corregedorias do Tribunal de Justiça do Paraná e do TRF-4, ao Conselho Nacional de Justiça, ao GAECO do Paraná, à Ouvidoria da Secretaria de Segurança do Estado do Paraná, aos Conselhos Regionais de Medicina e Enfermagem, e ao Conselho Federal de Medicina. Nestes relatos estão incluídas provas testemunhais e documentais de abuso de mulheres, crianças, incapazes, com documentos e testemunhas ainda vivas. Estes crimes não prescrevem.

O ápice deste ataque mafioso seguiu-se ao acidente envolvendo o então deputado Ribas Carli em 7.05.2009. A mãe de Luiz Fernando Ribas Carli é da família Slaviero, que inclui o atual vice-prefeito Eduardo Pimentel Slaviero, seu irmão, o presidente da COPEL Daniel Pimentel Slaviero. Luiz Fernando foi condenado em 2018 por duplo homicídio, em um julgamento vergonhosamente artificial. A menor falsidade foi o ex-deputado relatar em juízo que não lembra o que se passou entre sair do restaurante e causar o acidente. As más línguas de Curitiba estão espalhadas na internet denunciando o envolvimento da família Richa e de cocaína no episódio. O conveniente apagão de Luiz Fernando Ribas Carli é um absurdo neurológico apoiado pelo neurocirurgião aposentado, Affonso Antoniuk.

A prova desta forma de corrupção da função do Ministério Público do Trabalho e mesmo do judiciário trabalhista está escancarada na ação civil pública de mais de 5000 páginas do MPT contra uma pequena clínica estabelecida em uma residência reformada na divisa dos bairros Mercês, São Francisco e Centro. Uma Eireli, empresa individual, com quase 40 anos de existência, menos de 10 funcionários e faturamento de menos de R$ 1 milhão por ano.

Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região AÇÃO CIVIL PÚBLICA  ACP 0000303-97.2018.5.09.0651 Segredo de Justiça Data da Autuação: 27/04/2018 Valor da causa: R$ 100.000,00

As mais de 5000 páginas têm inúmeras repetições de outras ações já encerradas, de documentos publicados em outras fontes, de manuais que poderiam ter sido referenciados pelos links. O objetivo é impedir a leitura do processo por advogados, juízes e desembargadores. Não existe pista de porque o MPT se dedicou a este assunto: não está sob sua jurisdição; não existe objeto, mecanismo, indício ou prova de infração trabalhista com repercussão pública ou sindical; as 3 ações copiadas repetidamente nas mais de 5000 páginas são individuais. Muito pelo contrário, existe nas mesmas ações ampla prova contra as eventuais alegações. Nada nas mais de 5000 páginas indica qualquer forma de infração com repercussão pública, coberta  por sindicato, envolvendo órgão público ou mesmo que atendesse o público. A clínica é pequena, privada, fechada, só entra quem está agendado. Um desperdício de dinheiro público explicável somente por corrupção do Ministério Público do Trabalho, no sentido expresso da palavra.

O problema foi composto pelos juízes do trabalho, da 1ª instância e alguns desembargadores do TRT da 9ª Região. Primeiro, por ter sido decretado sigilo, uma manobra desnecessária. O sigilo só protege o absurdo da ação proposta pelo MPT e aceita pelos juízes. A repetição exaustiva de documentos para confundir quem fosse ler, sem qualquer substância ou relação com as acusações. Não é que não existe prova. Não se configura o essencial para decretação de sigilo, por si só mais uma forma de corrupção de função, típica do rito judicial paranaense escancarado na Lava-Jato, na Vaza Jato, denunciado em outros artigos aqui mesmo.

A lista de deslizes – crimes?-  por parte de Andreia Lino Lopes, Humberto Luiz Mussi de Albuquerque, Vanessa Kasecker Bozza e Leonardo Abagge Filho, entre outros procuradores do PRT-9ª região, é muito longa, e já foi denunciada ao Conselho Nacional de Justiça. Sem nenhum resultado. Humberto e Vanessa assinaram hipocritamente uma ação civil pública inconstitucional de mais de 5 mil páginas, sabendo que era falsa. Com certeza tem conhecimento de por que fizeram tal barbaridade: o objetivo criminoso só pode ser de seu conhecimento. Se não, por que assinariam? Pressionados pessoalmente sobre como podiam ter feito isso, já que é óbvio falso testemunho, perjúrio, negaram seus atos. Todos já vimos Sérgio Moro e Deltan Dallagnol fazerem o mesmo inúmeras vezes. Humberto negou ter assinado a ação. Assustou-se quando acusado de cumplicidade em tráfico de drogas e prostituição infantil. Vanessa também negou ter assinado a ação. Quando confrontada mais diretamente, enviou recado de que a clínica deveria procurar a justiça! Hahaha! Isto não é Ministério Público. É Mafia.

Tamanha exposição da instituição e desperdício de dinheiro público só pode ter sido organizada em nível elevado do judiciário, por algum motivo muito grave. Além dos já conhecidos crimes de pedágio e transporte público. O que é pior? Tráfico de drogas e de pessoas. Uma pista é dada pela participação de Paloma Kloss, envolvida em um roubo bem comprovado de 14 mil reais, protegida há 3 anos pelos delegados e escrivões na Delegacia das Mercês, o 3o Distrito Policial da capital. Após ser flagrada no roubo, Paloma Kloss alegou em um BO que levou um tapa na bunda em um dia em que ela não estava na clínica. Paloma Kloss é cunhada de Marcelo Bernardes Machado, 2º Sargento da Polícia Militar. Em 2017 ele estava estacionado na Divisão de Operação de Serviços, que trabalhava direto com o governador Beto Richa, inclusive em viagens e em corridas de automóvel. Marcelo com certeza sabe dos hábitos do governador Beto Richa e seus amigos, como Luiz Mussi, que gravou um pequeno vídeo em meu consultório logo antes desta confusão explodir.

Está envolvida outra secretária chamada Camila, que atendeu alegremente o atual presidiário José Luiz Favoreto Pereira. Este homem, condenado por pedofilia, foi trazido à minha clínica entre 2 episódios de prisão, pelo advogado Alexandre Dalla Vecchia, ligado à construtora CCR, do escândalo dos pedágios. Alexandre, por sua vez, foi indicado pelo meu contador de mais de 20 anos, Mosé Solagna. Toda esta sujeira aconteceu quando eu denunciei o envolvimento da família Richa em mais de 100 casos de morte, dano físico e mental, abuso de incapazes, mulheres e bebês. Família que tem em seu meio a juíza do trabalho Morgana Richa, esposa de Pepe Richa. Talvez seja a operadora executiva deste esquema torpe no MPT. São íntimos do procurador Leonardo Abagge Jr, filho de presidente do Tribunal já falecido, amigo do mesmo Affonso Antoniuk já mencionado salvando Luiz Fernando Ribas Carli e os Richa de uma catástrofe muito maior no famoso acidente. O crime organizado e o crimezinho de roubar médico estão ali mesmo, no âmago do Ministério Público do Trabalho, na justiça trabalhista, que protege traficantes, ladras, assassinos e pedófilos.

Dr Paulo Bittencourt

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