O coronavírus em Curitiba está explodindo neste fim de março, como nós previmos na primeira versão deste artigo no fim de fevereiro. Na verdade, na prática, tem sido quase impossível se confirmar o diagnóstico no Paraná. Suspeitos de coronavírus em Curitiba passam por uma rotina de consultas e exames que podem demorar vários dias, como nos EUA, onde só 5 estados tinham kits confiáveis até 10 de março. Agora milhões de kits estão sendo distribuídos pelos estados americanos. No Brasil, embora se diga que agora exames estão disponíveis, a realidade é outra, complexa. Certamente a  falta de exames levou a uma diminuição dos número de casos confirmados. Assim, impediu a contenção da pandemia, inabilitando uma das mais tradicionais armas da saúde pública, a busca ativa e isolamento dos contatos.

Coronavírus na comunidade, ações de atenuação e efeitos

A partir do meio de março podemos nos considerar uma região onde os vários vírus que produzem gripe e pneumonia estão circulando. Portanto, as pessoas que desenvolvem uma gripe devem refletir sobre o que fazer. Talvez devam buscar atendimento clínico aqueles com sintomas de vias respiratórias altas, febre, mal-estar, e falta de ar. Médicos sabem que estas seriam as pessoas nas quais um diagnóstico de gripe A ou B seria contemplado. Esta é a razão que o ministério da saúde resolveu apressar a vacinação deste ano de influenza. Quem tiver sido vacinado e desenvolver este quadro clínico será mais provavelmente um caso de coronavírus em Curitiba. Estas pessoas precisam se dirigir ao seu médico ou ao atendimento de seu sistema de saúde.

como separar resfriados, gripes e coronavirus em Curitiba

O local onde estes pacientes são atendidos precisa estar preparado. Na Dimpna temos há muitos anos um sistema de isolamento protetor para transplantes de células tronco, portanto nosso dia a dia é preparado para atender estes casos de coronavírus em Curitiba. Já estabelecemos o uso de uma entrada separada da clínica, e mantemos o atendimento isolado. Aos poucos percebemos que postos de saúde e outros estabelecimentos estão usando esta ideia básica, já vista na China e Coréia. Porém, minha impressão é que os brasileiros e o sistema de saúde do país ainda não captou este detalhe, e vamos observar um espalhamento do vírus justamente pelo sistema de saúde.

Uma característica do coronavírus é o contágio muito fácil, que indica um extremo isolamento dos doentes de todos que estão em volta, especialmente dos profissionais que atendem doentes. Muitos profissionais da saúde morreram na China e na Itália, pois esta característica do novo vírus não era conhecida. Pessoas que acham que estão doentes devem estar separados do restante das pessoas que vão a hospitais e clínicas, devem ter amostra colhida para exame, ser hospitalizados ou fazer isolamento doméstico. Um paciente chegando a um hospital ou posto de saúde pode contagiar um enorme número de pessoas. As pessoas devem procurar atendimento calmo, agendado. Foi esta a razão dos chineses construírem um hospital específico.

Há 10 anos a Dimpna se preparou e atendeu sua clientela durante a epidemia H1N1, como fez o hospital que colocou um container no estacionamento para isolar e massificar o atendimento. Agora não existe uma vacina e nem um antiviral. Portanto, pacientes com o coronavírus em Curitiba precisam ser tratados com diagnóstico apropriado, suporte clínico e cuidados intensivos. Sabe-se que a maioria dos casos é benigna, mas em pessoas de mais idade, portadores de outras doenças, o risco é maior. Em torno de 17% dos casos precisam procedimentos em clínicas ou hospitais, inclusive em UTIs. Portanto, uma franca epidemia coloca um stress imprevisto e difícil de absorver no sistema de saúde, especialmente pelas medidas de isolamento protetor completo.

A doença em si já tem características conhecidas dos médicos, foram publicadas e comunicadas em reuniões pelos chineses. Após um período de incubação vem um resfriado com sintomas de vias aéreas superiores relativamente leve, que dura poucos dias e pode desaparecer. O problema é que pode se seguir uma reação imunológica com queda da imunidade  e a forma grave da doença, pulmonar. Médicos podem diagnosticar esta situação com o exame clínico, exames de sangue e de imagem. Só os exames do coronavírus em Curitiba não resolvem, pois é preciso tratar de maneira especial os que progridem para esta segunda fase. É uma situação que já enfrentamos, a influenza H1N1 é assim.

Após a instalação do caos nos hospitais privados de Curitiba no dia 16 de março, as autoridades determinaram que o Hospital do Trabalhador é a referência regional para coronavírus em Curitiba. O SUS deve ser desviado para lá, deixando a medicina usual para Evangélico Mackenzie e Cajuru. Porém, a população de convênios e privada ainda prefere buscar seus locais usuais de atendimento.

Existe um pânico histérico na cidade. O resultado líquido parece bom, por que realmente tudo parou na semana do dia 22 de março em diante. Mas os efeitos colaterais econômicos e financeiros temidos por Bolsonaro e Trump já são visíveis. Pessoas pegam atestados fúteis para não trabalhar e ficam em casa com idosos e crianças. Academias e canchas esportivas privadas em condomínios fechados. Em alguns super-mercados todos funcionários usam máscara e luvas, e oferecem álcool gel na entrada e saída. Em outros parece que deixaram por conta dos funcionários se proteger. Mitos urbanos curitibanos viralizaram. As mesmas pessoas não saem na rua fazer exercício desligam aparelhos de ar condicionado e abrem janelas de automóveis. Esquecem que ar condicionado capta o ar de fora, tratam ar condicionado como aquecedor de resistência.

Vários meios de comunicação de confiança tem suplementos e informativos sobre o assunto. Nós estaremos mantendo atualizações de notícias médicas e científicas sobre o coronavírus em Curitiba através de nossas páginas no Facebook.

https://www.facebook.com/dimpnaunineuro/

https://www.facebook.com/Dimpna.Neurologia/

Dr Paulo Bittencourt

Dimpna         Rua Padre Anchieta 155 80410030, Curitiba, Brasil

55 41 32228801 (fone)  55 41 999960808 (cel)   55 41 999860431(watts)

Compartilhe este artigo: