Créditos de imagem: Gustave_Courbet_-_Le_Désespéré.

A metanfetamina é um estimulante sintético facilmente fabricado em laboratórios caseiros a partir de remédios bronco-dilatadores e efedrina. A ação no sistema nervoso central inclui efeitos que se assemelham aos da anfetamina, porém mais potentes, comparáveis à cocaína.

Os efeitos da metanfetamina incluem euforia, diminuição do apetite, falta de sono e fadiga, emoções à flor da pele e alterações de libido. Isso ocorre porque a droga aumenta a liberação de dopamina, noradrenalina e serotonina, neurotransmissores que causam essas sensações de prazer e vivacidade. O uso causa dependência rápida, já que a tolerância à droga no corpo aumenta vertiginosamente com o uso. Tolerância, vício e dependência são fenômenos relacionados e próximos. Tem a ver com um aumento do número de receptores cerebrais para aquela substância, uma mudança estrutural e funcional no cérebro.

Embora de uso muito antigo, já era a anfetamina preferida na 2a Guerra Mundial, a droga caiu novamente no gosto dos jovens nas baladas e raves, como outras substâncias ilícitas sintéticas, o LSD e o ecstasy. Acaba rapidamente com a vida de muitos devido à ações violentas e inconsequentes, e a erros de dose decorrentes do desenvolvimento da tolerância e dependência química. Não é incomum ver fotos de jovens deformados pelo uso de metanfetamina na TV e em séries. Breaking Bad gira em torno da produção e venda da droga.

Os efeitos colaterais começam com ansiedade, sudorese, insônia, agressividade, aumento de libido e distúrbios de humor. Podem chegar a problemas de memória, alucinações e mudança na estrutura cerebral, caracterizado pela perda de matéria cinzenta e hipertrofia da matéria branca.

Na edição de julho da revista científica Neurology consta um estudo realizado por Swor et al sobre o aumento no risco de hemorragia cerebral no contexto do uso de metanfetamina. O acidente vascular cerebral, tanto o hemorrágico quanto o isquêmico, pode ocorrer mais facilmente em jovens usuários da droga, contra aqueles que não a usaram e estavam no grupo controle do estudo.

Bruna Machado

Referências:

Dionne E. Swor, Matthew B. Maas, Sandeep S. Walia, et al. Clinical characteristics and outcomes of methamphetamine-associated intracerebral hemorrhage. May 29, 2019.

VIVAVOZ. Metanfetamina. SISP, publicado em 03 maio 2007. Disponível em:<http://psicoativas.ufcspa.edu.br/vivavoz/revisoes/metanfetamina.pdf> Acesso em 28 jan. 2010.

 

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