A equação álcool e emagrecimento é complexa na cultura popular. A ideia de que bebida incha é falsa, o que incha é sal de comida, como explicam outros artigos desta série. Vinho com maçã e melão não incha. Nem menciono a possibilidade de que álcool possa ter sido relacionado com meu próprio excesso de peso. Este é mais um engano de muitos brasileiros. Especialmente dos que pretendem destruir a reputação de inimigos imputando-lhes alcoolismo. Álcool só é relacionado com ganho de peso como o indutor de consumo do que vai junto, os salgadinhos de boteco, queijos e presuntos, pães e churrascos das bebedeiras domésticas. Até mesmo bom vinho e cerveja especial, ajudam a pessoa a comer um pouco mais. É gordura com sal que engorda e incha, nunca a bebida. O alcoolista que incha é o mais magro, com doença terminal do fígado, bebedor de destilados em grande quantidade ou por longo tempo.

Sexo entra na atividade de se mexer para cá e para lá no dia a dia, indispensável para se manter magro. O que realmente emagrece é pular a cerca, que exige muito mais angústia, preparo e planejamento, além da vontade de impressionar a companhia. Pode-se notar que fiz isso pouco. Tanto que engordei dos 30 aos 60 anos de idade.

Portanto, a equação sexo, álcool e emagrecimento passa pelo detalhe simples de encarar a realidade. O saudável é se manter um índice de massa corporal abaixo de 28, que significa peso abaixo de 85kg para quem tem 1m75 de altura. A pessoa vai precisar restringir sua ingesta calórica a entre 2000 e 4000 kcal por dia. Depende um pouco do que se faça de atividade física, contando tudo, desde o movimento do dia a dia, até sexo e mesmo atividade aeróbica como esteira, bicicleta ou natação. Uma hora diária de esteira intensa, por exemplo a 6km/h com uma inclinação de 5%, queima umas 400 kcal, menos que um pequeno prato de arroz, um vegetal e uma carne. Meia garrafa de vinho tinto tem 300 kcal. Musculação, Pilates, massagens, nada disso queima mais do que limpar a casa, sexo ou jardinagem, as atividades do dia a dia de quem se mexe, sai do sofá e da Netflix.

Dr Paulo Bittencourt

1986 solteiro

1991 recém-casado

abaixo 1998, casamento em plena atividade

 

 

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