Moro e Dallagnol, os paladinos da Lava-Jato, seguem a postura moral das antigas sociedades secretas, como a Opus Dei, a maçonaria e as máfias. Existem duas séries recentes da Netflix, uma americana e uma espanhola, que mostram claramente como a justiça brasileira nos trouxe à atual situação de total desprestígio das instituições. Em especial a República de Curitiba é influenciada pela justiça espanhola em seus fundamentos e pela moderna política americana,

https://www.netflix.com/br/title/81078331 – Vítima número 8

“The Family: The Secret Fundamentalism at the Heart of American Power” by Jeff Sharlet.

Nesta perspectiva, Moro e Dallagnol tem atitudes padronizadas: dissimulação, proteção do grupo a que pertencem, atuação através de laranjas, crueldade com adversários, e falta de atenção a pobres e não-brancos.

No grupo existe uma estratificação.  Um conselho de velhos funciona como a Casa do Lordes britânica ou o Senado Brasileiro. Tomam decisões estratégicas e se beneficiam de respeito e posição financeira. Neste grupo estão Serra no estado de São Paulo e Gilmar Mendes em Brasília. Heinz Herwig, Ricardo Pasquini, René Dotti, Affonso Antoniuk e Salomão Soifer no Paraná, assim como os Abagge. Os Bornhausen em Santa Catarina. Os Odebrecht na Bahia. São chefiados por um príncipe, Fernando Henrique Cardoso.

Abaixo estão oficiais executivos da corporação, como Palocci, Moro, Richa, Youssef, Aécio, e oficiais operacionais, como Dallagnol e Witzel. Neste nível estão muitos membros do judiciário, em especial dos ministérios públicos, que interagem com os “bandidos”. Como Lula percebeu refletindo na prisão, a definição é relativa na ética de Moro e Dallagnol. Criminosos são os que não pertencem ao grupo. Os “bandidos” do grupo, como Eduardo Cunha e os doleiros Messer e Scarpim, tem tratamento diferenciado. Como a Maçonaria Negra ou a SS dos nazistas.

Em um estrato operacional estão as “laranjas”. São mulheres, crianças e gays que tem proteção para agirem como iscas, companheiras e comparsas. Como os “bandidos” operacionais, tem proteção e prêmio, são descartáveis, como as esposas de Trump, utilizadas para atrair inimigos para armadilhas complexas, casamentos, namoros, affairs. Curiosamente, embora usem atividade sexual escancarada, não são consideradas prostitutas. Marilyn Monroe e Monica Lewinsky são casos típicos. São mais como as sacerdotisas dos templos gregos. Como no Oráculo de Delfos. Devido a serem as portadoras das palavras dos deuses, têm imunidade. Como as musas, parecem e falam como loucas em êxtase. O Brasil é cheio de mulheres assim. Apresentadoras de TV entre elas.

A ética de Moro e Dallagnol obedece um conselho de velhos, agindo no interesse do grupo, utilizando oficiais e sacerdotisas para fazer mal aos inimigos, tratados com crueldade. Como a família de Lula. Os inimigos merecem respeito eliminados, mortos. Pessoas como Moro e Dallagnol podem fazer mal a alguém a vida toda, levá-lo à completa humilhação e morte. Então vão ao enterro e ajudam viúvas e descendentes, como na máfia italiana. Violentam e prostituem as filhas, corrompem os filhos, e então vão ao enterro! Gilmar Mendes ligou para Lula quando faleceu o neto, mas segura sua liberdade há quase um ano.

Abaixo do inimigo está a munição. Pretos, pobres, índios, doentes, deficientes, como os Dalits indianos. Moro e Dallagnol e esposas prestam muita atenção à APAE e igrejas, que atendem dependentes de seus comparsas. Os pobres, escuros, retardados habitantes do nordeste, Venezuela, Ásia e África, são invisíveis como os intocáveis da India. Witzel atira em favelados de helicópteros. Moro e dallagnol e os ministérios públicos não dão nenhuma atenção para estes membros da mais baixa sociedade. Americanos, franceses, argentinos e chilenos merecem atenção, como os peruanos caucasianos. Bolivianos, como os peruanos descendentes dos índios, são invisíveis, munição de guerra. Como os nossos índios.

Dr Paulo Bittencourt

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