Embora o diagnóstico da demência da doença de Alzheimer já seja muito ajudado por PET-CT com amiloide, a recomendação para os planos de saúde americanos é que é um método comprovado somente em estudos científicos, não na prática clínica. Agora um conglomerado de pesquisadores, organizações de pacientes e profissionais da saúde organizaram um grande estudo nos EUA, envolvendo mais de 16 mil pacientes e 350 centros de exames de PET-CT. 11409 pacientes terminaram o estudo e foram seguidos por até 2 anos. O estudo foi pago pela associação de portadores de doença de Alzheimer, pelos radiologistas, e pela companhia farmacêutica que produz o marcador de amiloide que é utilizado no exame, muito caro.

Os exames foram positivos para doença de Alzheimer em 55% dos casos de disfunção cognitiva mínima, um estágio pré-Alzheimer, e em 70% dos casos já diagnosticados como doença de Alzheimer. Em 60% dos casos nas duas formas de demência de Alzheimer o tratamento foi mudado devido ao resultado do exame. Em 10% o diagnóstico mudou de não-Alzheimer para Alzheimer, e em 25% mudou de Alzheimer para não-Alzheimer, outra forma de doença.

Não ocorreram suicídios devido ao resultado do exame, uma questão que foi pesquisada em detalhe. O estudo está continuando, e os organizadores pretendem descobrir se o exame tem algum impacto na sobrevida dos pacientes com doença de Alzheimer, seja da pessoa viver mais, ou com melhor qualidade de vida por menos hospitalizações.

Rabinovici GD et al. JAMA 2019, 321:13: 1286-1294

Dr Paulo Bittencourt

 

 

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