Traíra é uma expressão de língua portuguesa muito utilizada entre “homens” brasileiros para indicar alguém que trai seus companheiros, irmãos de corporação, profissão, grupo de alguma forma. As aspas acima são por que estes “homens” se consideram mais “machos”, são os que decidem “no fio do bigode”, “olho no olho”.

Porém, a expressão destes “homens” não reflete a realidade biológica. Traíra é um peixes como um bagre grande, feio. A Hoplias aimara pode ter mais de um metro de comprimento e pesar 40kg. As gigantes vivem nos rios amazônicos. Predador solitário de emboscadas, fica no lodo do fundo dos rios da América do Sul, em especial no Brasil. Prefere o escuro e a noite; é carnívoro e territorialista.

Advogados como Edgard Katzwinkel Jr, ex ou professores da UFPR e ex ou procuradores do estado ou da república, são capazes de enfiar no mesmo saco sua família – a dele – a do cliente, a saúde dele, outras mulheres que respondem a ele; enquanto isso, durante uma vida toda, perseguem sua agenda escondida. Ao mesmo tempo fazem você perder muitas causas que seu respeitado escritório defende. Até de uma casa entregue com habite-se e alvará com 23 pontos de alagamento em caso de chuva. Não infiltraçãozinha: alagamento! Só deu certo roubo com flagrante. Rompeu mais de uma vez qualquer noção de sigilo ou conflito de interesses assumindo causas contra seu cliente, dentro do mesmo escritório que cuidava de todos seus assuntos. Inclusive de assuntos íntimos, familiares.

Durante uma vida toda se faz de íntimo, confiável, seguro, enquanto morde como uma traíra, animal carnívoro e territorialista. Por que faria isso? A resposta é que na verdade ele é um comparsa.  Seu comportamento reflete participação em um esquema maior; ele tem uma agenda escondida. Trairagem, um neologismo que deve logo se tornar parte da língua portuguesa. Uma liga de traíras agindo em conjunto com uma agenda que você desconhece. Meio óbvio até que sua ética vai ser muito mais a do seu emprego público, imenso, do tamanho do estado, do que a de um pequeno cliente.

Advogados não tem papas na língua. Quando traíras, eles dizem, avisam. Não aguentam, precisam gargantear. Você deixa passar, acha que é brincadeira. Cai nesta relação que você acredita ser profissional, social e mesmo de amizade. Como premio, eles, comparsas, ganham negócios maiores, posições em conselhos de grandes empresas. Chamam de parcerias! São benefícios por ficar fazendo mal ao amigo cliente, dentro dos tais ritos judiciários que só eles entendem. Diferente de médicos, advogados frequentemente casam com suas clientes, mesmo as casadas.

Procuradores parecem disoputar o prêmio de maior traíra da história do Paraná, especialmente os que acumulam, muitas vezes irregularmente, funções na estrutura de poder da UFPR. Eroulths Cortiano Jr, um dos mais eminentes, é um caso assim. Sergio Botto de Lacerda já está denunciado formalmente na quadrilha de Beto Richa. Estas pessoas seguem instruções de mentores mais velhos, como já mencionado em outros artigos neste mesmo local do site.

Em conjunto estes comparsas mudam seus planos de vida. Influem no seu casamento, colocam você em sociedades, fazem mal físico a seus filhos. Se julgam donos de empregos e concursos públicos, operam o judiciário e a receita estadual, municipal e federal. São comparsas, uma sociedade de traíras. Aliás, é a definição, já que em primeiro lugar em suas ações estão sempre eles mesmos. São comparsas.

Portanto, se você julgar que a constituição brasileira não o obriga a ser comparsa, tá dominado. Entrou pelo cano. Ou lute vigorosamente. Organizações obscuras, sigilosas, ligas e ordens, são inconstitucionais. Além de tudo são desleais. Covardes. Ligas de traíras. Mas cuidado, este pessoal é esperto, e vão chamar você de traíra. Na ética deles, você deve ser uma vítima calma, e ser honesto é ser um comparsa.

Dr Paulo Bittencourt

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