A situação na Dimpna era implausível, não tinha como eu drogar mulheres. Nem os remédios, o pessoal médico e técnico, nem os locais podiam fazer parte de um mundo real onde se anestesiasse pessoas. Não tínhamos centro cirúrgico, sala de procedimentos, condições técnicas ou de pessoal para atender alguém que pudesse ser anestesiado. A acusação não encaixava na realidade. Mas existia o rumor em Curitiba desde o início do século XXI.

A conspiração utilizou como modelo o caso Abdelmassih. Francisco Miguel Moraes e Silva, médico legista curitibano, meu ex-professor de faculdade, sempre foi conhecido como “Chico Louco”. Já havia se envolvido em vários ilícitos, e deu o principal laudo que até hoje permite a liberdade de Abdelmassih. Os indícios são de que contribuiu para a armadilha na Dimpna. Chico Louco recebeu a medalha de Lucas do CRM-PR por cumprir 50 anos de registro sem sanção ética, embora tenha participado da falsificação de laudos e tráfego de órgãos, conforme a mídia e processos administrativos que levaram à sua exoneração do IML. No CRM do Paraná está a origem de grande parte dos ataques que recebi. Este pode ter sido o prêmio por participar do ataque a Dimpna.

Surgiu então a tentativa programada de plantar a prática de sedar mulheres na Dimpna. A Enfermeira Adriana Regina Azinari é atualmente supervisora de turno no Hospital Pequeno Príncipe. Ligada à direção do Hospital Santa Cruz e do Pequeno Príncipe, Adriana, então uma bela moça de 28 anos e 1m82 de altura, foi uma “infiltrada” em minha equipe; hoje eu sei, uma mulher repleta de falsidades e fantasias. Em todo o tempo que trabalhou conosco, sempre disse que era “casada” mas nunca entregou que fosse com um presidiário, Leandro Eugênio, segundo o Google e o JusBrasil. Ao contrário, dizia que era um empresário que nunca estava presente; deve ter se beneficiado dos malfeitos de Adriana, com uma postura muito mais leve do Ministério Público de São Paulo. O enlace em si não existe, sua ficha diz que ela é solteira. Curiosamente, Adriana falsificou datas de sua gravidez em exatamente um mês.

Tivemos 4 anos de convívio perfeito, inclusive tão próximo fisicamente quanto médicos e enfermeiras ficam quando atendem incapazes físicos fazendo procedimentos que são quase u transplante de células tronco. Ao sair de licença maternidade, eliminou várias candidatas e escolheu a substituta, Sandra Oliveira. Sandra foi mais violenta, estragou aparelhos, fez ameaças claras à minha vida, e esteve envolvida com uma tentativa de homicídio de meus filhos, que resultou em cicatrizes definitivas em um deles.

O caso de uma jovem mulher que queria ser sedada para fazer uma punção lombar teve a cooperação direta de Gilson e Sonia Guelmann, da Big Ben Joalheria, com os Drs Erasto Cichon, do DAPI, e Pedro Kowacs, do Instituto de Neurologia de Curitiba, na retaguarda. A Sra Sonia Guelmann era minha antiga conhecida, muito próxima. Os patrões do marido Gilson são a família de Mauricio Bergerson, das Joalherias Bergerson, muito próximo de Salomão, David e Simone Soifer. Quando perguntei a Sonia por que ela se envolvia numa coisa assim sórdida, ela tergiversou.

A psicóloga Vania Regina Mercer provavelmente participou com o objetivo de se livrar de uma acusação esdrúxula de racismo, em uma possível operação de troca de favores com o Ministério Público Estadual do Paraná. A UNIMED Curitiba participou do caso, através do seu presidente, conselheiro e ex-presidente do CRM, Alexandre Gustavo Bley. Agora ficamos sabendo que a Defensoria Pública do Paraná, também deve ter sido envolvida, através dos filhos do conselheiro e ex-presidente do CRMPR Donizetti Giamberardino. Outra paciente veio de Santa Catarina. As UNIMEDs Joinville e Santa Catarina parecem ter participação.  Dá para acreditar o grau de crueldade e a complexidade da montagem destas armadilhas? E quem faria uma conspiração desta magnitude? Com qual objetivo? Só os casos de Valéria Ghisi, Renato Brandão, Sérgio Savistsky e Virginia Soares rivalizam com esta narrativa. O meu caso foi diferente no sentido de que ao invés de um grande impacto este mecanismo tentou ficar comendo minha prática pelas bordas, aos poucos, como diz o neurocirurgião Arnaldo Dias dos Reis. Ou talvez minha caretice produza um comportamento tão seguro que nunca caí do cavalo como Aécio Neves ou Rodrigo Rocha Loures.

Dr Paulo Bittencourt

Image courtesy of Dr. Paulo Bittencourt | Dimpna
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