Embora eu já fosse objeto do fenômeno desde muito tempo, foi após o acidente Ribas Carli em 14.08.2009 que se tornaram epidêmicos estes internamentos e consultas programados, em um procedimento que em tudo lembra a operação da polícia federal e ministério público que flagraram Aécio Neves, Michel Temer e Rodrigo Rocha Loures, logo após Luiz Edson Fachin assumir no Supremo Tribunal Federal. São operações armadas, chamadas pela Polícia Federal de operações controladas. O detalhe, óbvio, é que eu não sou nenhuma forma de criminoso, nem consigo imaginar que mereça toda esta atenção. Outro detalhe é que nenhuma das operações me envolvendo foi autorizada judicialmente. Foram todas francamente criminosas.

Durante 2017 denunciei mais de 100 (cem, uma centena) destes episódios à Comissão de Direitos Humanos da OAB do Paraná.  Denúncias secundárias foram realizadas ao presidente do Conselho Federal de Medicina e da OAB, na justiça comum e trabalhista. Todos comprovados por registros em prontuários, sindicâncias no CRM, ações na justiça de vários níveis, calúnias no Google e Facebook.

Um caso típico está no Fora da casinha, 1ª edição, de 2009. Ainda nos anos 1990 um marido invadiu meu consultório apontando um revólver dizendo que ia me matar, “você comeu minha mulher”. Imaginei que o relato dela havia sido de algo ali no consultório mesmo. Enquanto uma cliente assistia incrédula, assustada, eu dizia “não comi não” e ele logo verificou que o ato era impossível na sala que ele havia invadido sem nenhuma resistência. Agora, duas décadas e vários outros casos depois, eu percebo que são semelhantes de várias maneiras, um grande teatro. Nos próximos dois casos de celebridades o escândalo na cidade foi grande quando maridos alegaram aos 4 ventos algo semelhante. Um deles destruiu minha reputação. Conseguiu redução de pena e prisão especial federal por me fazer mal. Chama-se Luiz Antônio Scarpim. Sua belíssima esposa chamava-se Patricia Brás Scarpim.

Existiram casos de bebês, inclusive prematuros, de meninas e meninos de várias idades, de moças muito novas, e de pessoas incapazes, inclusive mulheres com demência e em estado vegetativo, quase morte cerebral. O mais cruel destas consultas plantadas é sua extrema violência e covardia ética. Nada é permitido em Medicina sem consentimento informado, Bebês, crianças, pessoas em coma, não podem dar consentimento informado para um procedimento que visa incriminar um médico em um atendimento. Mulheres que se oferecem como isca para um flagrante de assédio sexual ou de caso amoroso com o médico até que tem consciência do que fazem, mas não crianças e pessoas incapazes e inconscientes. Trata-se de tortura de mulheres e incapazes, crime contra a humanidade, inafiançável, hediondo.

O segundo ponto de crueldade deste sistema de consultas plantadas com tortura de mulheres e incapazes é que uma operação destas envolve os atores – mulheres aos montes, maridos, bebês, pessoas incapazes – e um número grande de mentores e controladores. É realmente espantoso; estão localizados nos CRMs do Paraná e Santa Catarina, nos Ministérios Públicos Estadual, Federal e do Trabalho, do Paraná e Santa Catarina, na OAB, no COREN e no Conselho de Nutrição. Nos Hospitais de Clínicas, Nossa Senhora das Graças, Santa Cruz e INC, Instituto de Neurologia e Cardiologia de Curitiba. Envolvem as colônias judaica e libanesa de Curitiba, o que eu já chamei em outros artigos de República Otomana de Curitiba. Só não envolveram a segurança de pacientes da minha clínica, a DIMPNA, pois eu não permiti. Veja os próximos artigos desta série, e julgue por você mesmo.

Dr Paulo Bittencourt

 

Image courtesy of Dr. Paulo Bittencourt | Dimpna
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