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A dieta do jejum é parente do veganismo e da dieta mediterrânea, diferente da dieta do último século na Europa Ocidental e América. A dieta “ocidental” é baseada na cultura do consumo norte-americana, e nos grandes animais presentes nas florestas da Europa nórdica. A origem da dieta “ocidental” pode estar na história do declínio do Império Romano, quando os “bárbaros” tomaram conta do Império Romano Ocidental, com seu costume de muito leite e carne de grandes animais. No Império Romano Oriental, que veio a ser o Império Otomano, na Ásia, inclusive Japão, até mesmo na América pré-colombiana, nunca houve pasto para gado em quantidade como temos no Brasil, Austrália e EUA. As montanhas e deserto chegam ao mar Mediterrâneo. Portanto, em torno do Mar Mediterrâneo, nunca houve carne nem leite em grande quantidade. A dieta é baseada em pequenos animais, no que vem das hortas e das florestas, e do mar. O mesmo ocorre no Japão, e em regiões da Ásia de tendência islâmica ou budista.

Os islâmicos tem o Ramadan, um período de um mês que se repete todo ano, no qual ninguém come nada enquanto o sol está no céu. Os budistas e hindús tem inúmeras formas de jejum, e todos sabem que naqueles países não se vê a obesidade tão predominante aqui do nosso lado do mundo. Talvez seja difícil perceber que é cultural o hábito de termos café da manhã, lanche, almoço, lanche, jantar, e lanche antes de deitar. Óbvio que sem empregadas, mulheres submissas, em barracas no deserto ou em ilhas gregas, ninguém faz isso.

Na prática, o que eu e minha clientela percebemos e já executamos há muitos anos, é comer duas vezes por dia, com certa satisfação, porém da forma mediterrânea ou oriental, sem produtos do gado. Carne e leite estão no topo da pirâmide alimentar, são preciosos, come-se muito pouquinho. Passar longas horas sem comer nada, só com líquidos ou frutas muito leves, só faz bem para obesidade-hipertensão-diabetes-dislipidemia. Famintos africanos não tem diabetes-hipertensão-dislipidemias e obesidade. Não é stress que leva a estes problemas, são os hábitos de vida.

Assim, a dieta do jejum emagrece por que com certeza leva à ingesta de menos calorias, e prolonga a vida por mecanismos que ainda estão sendo pesquisados, mas sem nenhuma dúvida de seu efeito benéfico. Na verdade é a dieta mais natural de grande parte da humanidade, em especial daquela que vive mais tempo saudável já há muitos séculos.

Dr Paulo Bittencourt

Image courtesy of Dr. Paulo Bittencourt | Dimpna
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