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A origem e a história dos ovos e coelhinhos de Páscoa são plenas de simbolismo cristão. Para a Igreja Cristã Ortodoxa, ou Oriental, a Páscoa é o mais forte festival cristão.

Os ovos originaram em uma comunidade cristã na Mesopotâmia, que manchava ovos  de vermelho de sangue. Eram os ovos que não podiam comer pelo período de jejum da Quaresma. As galinhas e outras aves colocavam e eles não podiam comer. Tinham que esvaziar os ovos. O vermelho simbolizava o sangue de Jesus.

Muito importante, simbolizam a tumba vazia de Jesus encontrada pelas mulheres que foram preparar o corpo. Por esta razão persiste nas culturas do leste a decoração de ovos vazios com brindes dentro. Em culturas como a dos ucraínos, os ovos coloridos já existiam antes de chegar o cristianismo, e o simbolismo foi adaptado e absorvido fortemente.

O coelhinho da Páscoa apareceu com os luteranos alemães, fazendo o papel de um juiz que dizia quais crianças tinham sido bem comportadas e podiam ganhar os ovinhos pintados, balas, doces e até brinquedos que ele trazia em uma cestinha. A primeira menção é de 1682 (wikipedia em inglês). Muitas vezes é colocado como uma lebre, principalmente para os americanos.

Lá na antiguidade pensava-se que a lebre era hermafrodita; pior ainda; pensava-se que podia procriar virgem. Pensavam isso de vários animais, como aqui no Brasil pensavam das mulheres amazônicas e do boto. No mundo cristão depois veio a ser associado com Maria. Também encaixou com o ritual da primavera no Hemisfério Norte, os ovos coloridos e a enorme procriação de coelhos e lebres. Lebres podem engravidar ainda grávidas e procriar várias vezes por ano. Assim, entre o poder espiritual de um e o terreno de outro, da fertilidade associada ao período após o jejum da quaresma, está a força do simbolismo dos ovos e coelhinhos de Páscoa.

Dr Paulo Bittencourt (wikipedia em inglês)