CARO DR. PAULO ROGéRIO BITTENCOURT

“O importante não é a casa onde moramos, mas onde, em nós, a casa mora”.

Frase do livro “Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra” de Mia Couto, meu autor – angolano – preferido.

Minha saudação no dia de hoje ao homem que, em sua profissão, nos devolve o local onde em nós a casa mora, a cada dia.

Tenho comigo que todos, vez ou outra, saímos da casinha. Uns se distanciam um pouco mais, outros pouco menos. Uns vão tão longe que não conseguem reconhecer no espelho, de qualquer outra casa, o mesmo que deixou a moradia de origem. Outros conseguem ver semelhanças, mesmos que distorcidas, em cada fotografia antiga, quase apagada. Mas o brilho que temos nos olhos, o pulsar de vida, a esperança de um amanhã só é possível enxergar, quando reencontramos a casa que, em nós habita, como diz Mia Couto. Muitas das vezes, quando só a escuridão se avizinha, somente possível o retorno, quando auxiliados por pessoas extremamente habilitadas, que pontualmente indicam coordenadas exatas e estabelecem alternativas de caminhos seguros e viáveis, qual um GPS atualizadíssimo. Tenho convicção que o Senhor é uma delas. Lamento profundamente não estar presente. Minha admiração especial pelo homem sensível e pela escrita que emociona.

proferida em recente ocasião formal.
Texto tornado anônimo com conhecimento do autor ou da autora.

 

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