Pseudoquimera e Autoimunidade foi inicialmente escrito em 2012, e publicado em 2013, em língua inglesa, com o nome Sklera and chimera, por razões objetivas. A primeira é a dificuldade de inventar palavras. A linguagem imunológica e dos transplantes ou não existe em português, ou não existe no meu português, pois eu não pertenço ao mundo das especialidades que usualmente praticam os transplantes. A segunda razão é meu conflito aberto com certa parte do establishment acadêmico. As duas razões estão mais anestesiadas 3 anos depois. Já tive a oportunidade de explicar para inúmeras pessoas os conceitos contidos em Pseudoquimera e autoimunidade, antes desconhecidos para mim também. Tornaram-se úteis no relacionamento com colegas e pacientes. Já inventei as palavras. A guerra com o establishment se tornou de conhecimento público. Está em inúmeras ações em várias formas de justiça.

Pseudoquimera e autoimunidade está colocado como mais um exemplo do meu interesse pelo campo da História das Idéias, como desenvolvido por Isaiah Berlin. Assim vou contar a história do meu envolvimento com tratamentos e doenças que eu conheço bem de um ponto de vista pessoal, ético e médico. Referências serão citadas para fazer pontos históricos e científicos importantes. O livro pretende contar uma história, porém, é honesto, no sentido de que quando uma história fantástica está sendo contada, ficará claro. Espero que quando eu tiver tomado material publicado e referenciado eu tenha deixado as referências claras, e tenha interpretado o texto e os autores originais da maneira que eles pretenderam, ao invés de cometer plágio e usar suas idéias para objetivos que não eram os seus. Ou pior, falsificar suas idéias. No Brasil, é comum a falsificação de idéias, e mais comum ainda, a implantação de falsas idéias na identidade de quem não as teve. Eu não faço isso.

Em um esclarecimento à parte, precisei evoluir a utilização do meu nome e da minha clínica. Comecei a publicar em 1979, quando nem sabia que meu pai já havia publicado com o mesmo nome. Desde então muitas pessoas apareceram com nomes muitos semelhantes. No fim das contas, meu nome é muito comum. Só na minha família próxima somos 3. O mesmo ocorreu com minha clínica, que meio sem querer passou a se chamar Unineuro, e existem unineuros em todo canto no Brasil. Esta é a explicação para o novo nome da clínica, e a recente utilização do meu nome completo.

Agradeço a atenção e desejo a todos uma feliz e lucrativa leitura de Pseudoquimera e autoimunidade, que é dedicado aos meus pacientes com esclerose múltipla, neuromyelitis optica, outras raras e órfas doenças inflamatórias, e esclerose lateral inflamatória. Dedico  especial atenção aos pacientes que passaram tempo comigo e minha equipe no Hospital Nossa Senhora das Graças, Hospital Santa Cruz, e na minha clínica, seja quando ainda era a Unineuro, ou agora mais recentemente Dimpna, frequentemente em situações muito difíceis.

Paulo Rogério Mudrovitsch de Bittencourt

Pontal do Sul e Curitiba, January to May, 2013

Carnaval de 2016

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