Segundo a wikipedia, a neurologia pediátrica, infantil e neonatal atende as doenças do sistema nervoso central e periférico das crianças, envolvendo o cérebro, tronco cerebral, cerebelo, a medula, raízes medulares, nervos periféricos e músculos, assim como as estruturas que os envolvem e os nutrem, como o crânio, as meninges, artérias e veias.

  • Distúbios do aprendizado, do desenvolvimento
  • Distúrbios da linguagem (escrita, falada e leitura)
  • Farmacologia clínica e intoxicações medicamentosas.
  • Epileptologia
  • Doenças tropicais, infecciosas, e imunológicas
  • Distúrbios comportamentais e do sono.
  • Tratamento de dependência química.
  • Distúrbios de contratura muscular excessiva, como espasticidade, hipersalivação, enxaqueca crônica, hiperhidrose, escolioses e cifoses, com uso de fisioterapia especialiizada, toxina botulínica, metodos de eletro e ecodiagnóstico.

Na prática da neurologia pediátrica na Dimpna, é isto mesmo que temos visto, porém com uma frequência muito maior de crianças com cefaléia, distúrbios do comportamento e distúrbios do aprendizado. As dependências químicas na infância são de corticóides. Existe na Medicina paranaense um uso disseminado de corticóides nos plantões de convênios onde as mães levam suas crianças. O abandono do consultório dos pediatras, com o progressivo fim da pediatria tradicional, foi acompanhado de uma série de complicações médicas. Este problema é antigo e bem conhecido na Medicina, se chama iatrogênese, quando a própria Medicina cria problemas clínicos. O uso crônico de corticóides traz consigo uma constelação de sinais de sintomas, por exemplo psiquiátricos.

Além dos casos listados acima pela wikipedia existe uma demanda razoável de pais que trazem crianças pela assimetria, pela aparente anormalidade da forma e do tamanho das cabeças das crianças. Ou por conta própria, ou indicado por pediatras, estas consultas devem ser realizadas precocemente, antes do fechamento das fontanelas. Assim, caso exista algum problema, pode ser solucionado.

Devido ao avançado laboratório de eletroencefalograma, onde tradicionalmente conseguimos realizar exames sem sedar as crianças, a neurologia pediátrica da Dimpna tem atendido muitas crianças em graus extremos de prematuridade. São crianças que nos surpreendem na sala de espera da clínica com suas jovens mães, muitas vezes ainda sem completar os 9 meses, sem o tamanho ou o peso que deveriam ter para nascer.

Sentimo-nos honrados com esta variedade de clientela.

Dr Paulo Bittencourt